sábado, 26 de janeiro de 2013



É difícil quando um turbilhão de pensamentos rondam minha cabeça e só enxergo que sou um trem desgovernado que está sempre de partida. Uma metade inteira da lua, um olhar cego que enxerga, um paradoxo perfeito. Minha cabeça explode cada vez que escuto seus passos vagos sobre a terra. Minha mente entra em colapso quando vejo seu sorriso torto. Estou em uma linha tênue entre amor e ódio. Andei pensando em uma forma de retribuir a tortura emocional a qual eu me submeti ao te conhecer. Saturada de promessas e falsa felicidade. Pessoas mudam, mas não mudam os erros. Há cigarros que duram mais que algumas promessas. Preciso fugi de você, preciso fugi de mim. Mantendo a respiração chego a uma conclusão: O mundo é um grande sanatório.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Tudo fora do lugar.

Eu o amo tanto que simplesmente se torna ódio.
O vento caçoa de mim lá fora porque eu amo.
Ver o lado bom da vida, é ter cegueira.
Meu lado interior é caótico e barulhento.
Atrás da minha indiferença existe alguém que já se importou.
No meu rosto a tristeza não se mostra, quem me olha pensa que é cansaço.
Tudo está fora do lugar até os pássaros da minha janela estão de cabeça para baixo.




sábado, 19 de janeiro de 2013

Quando o barulho da noite passada não te deixa dormir.




Depois de uma noite estranha vem a chuva fazendo com que naquela hora vaga todas as lembranças que quis esquecer viessem a tona. Fazendo todos os pingos da chuva serem confundidos com pedras que quebra o silêncio e parte o coração. Na hora mais inesperada uma mão gelada me toca, me toca tão friamente que sinto um arrepio na espinha, e todo meu corpo se transforma em veneno. Todas as feridas abertas do meu corpo de repente viram apenas células mortas e outras insistem em ser cicatrizes. A culpa dos problemas que não resolvi está tão pesada que todo meu corpo dói. E aquele outro corpo que foi deixado na rua com a esquina 13, aquele corpo adormecido com morfina, aquele corpo com arames farpados soltados para fora, aquele corpo que um dia eu aguentei leva-lo para cima e para baixo, esse corpo que pertence a mim, esse corpo que não sei mais o que fazer com ele, está sendo difícil de carrega-lo com tanta amargura que reina nele. Nunca foi tão difícil carregar 54 quilos de carne e ossos pelas ruas. Meu corpo não serve mais de nada, com essa certeza me vem uma pergunta na cabeça: "Como não existir e continuar vivendo?". Meu pescoço direcionado para a única estrela daquele céu, sem olhar para frente, só olhando para cima, mas acabo fugindo do foco quando percebo que o chão começou a tremer e rachar, me puxando para baixo, querendo que eu faça parte dele, querendo que eu faça parte de um asfalto misturado com pedras, e eu acabo cedendo, me transformando assim em um chão para você pisar e reclamar. Sabendo da condição que serei seu chão e você poderá pisar em mim a hora que for, me vem um eterno nó na garganta e uma permanente corda no pescoço.
Maldita chuva que fez lembrar de como me sinto.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Mente Sórdida


Em busca da minha solitude, eu paro e escuto minha mente que é calada, mas sempre faz barulhos inaudíveis. Ela me diz que canto com o silencio, e faço humor sem graça. Sempre confusa e invasiva. Estapafúrdio de lembranças. Aprendizados asquerosos, fazem parte dessa mente imunda. Psicografando tuas palavras em minha mente, enfiando o dedo na garganta para escrever e lembrando de tudo aquilo que guardei nesse deposito de lixo.
Aprendi com o tempo que não se aprende nada com o tempo. O tempo só me traz arrependimento e infelicidade. Sempre gostei de tudo fora do lugar, agora minha alma pede paz. E a realidade me atormenta com essa saudade que até parece amor. Uma saudade mal resolvida, mal equilibrada que me dá quando  passo as mãos em teus cabelos enrolados. Mas a alta dose de realidade acompanha idas e vindas do meu amor que me espera com uma xícara de chá na mão direita e na esquerda um cigarro aceso com cinzas compridas na ponta. E no lugar de um "Bom dia" eu falo "não se iluda, sou psicopata".