domingo, 13 de janeiro de 2013
Mente Sórdida
Em busca da minha solitude, eu paro e escuto minha mente que é calada, mas sempre faz barulhos inaudíveis. Ela me diz que canto com o silencio, e faço humor sem graça. Sempre confusa e invasiva. Estapafúrdio de lembranças. Aprendizados asquerosos, fazem parte dessa mente imunda. Psicografando tuas palavras em minha mente, enfiando o dedo na garganta para escrever e lembrando de tudo aquilo que guardei nesse deposito de lixo.
Aprendi com o tempo que não se aprende nada com o tempo. O tempo só me traz arrependimento e infelicidade. Sempre gostei de tudo fora do lugar, agora minha alma pede paz. E a realidade me atormenta com essa saudade que até parece amor. Uma saudade mal resolvida, mal equilibrada que me dá quando passo as mãos em teus cabelos enrolados. Mas a alta dose de realidade acompanha idas e vindas do meu amor que me espera com uma xícara de chá na mão direita e na esquerda um cigarro aceso com cinzas compridas na ponta. E no lugar de um "Bom dia" eu falo "não se iluda, sou psicopata".
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